
Se você está pesquisando quais são as motos mais roubadas em 2026, provavelmente quer descobrir se a sua motocicleta aparece entre os modelos mais visados. Além disso, se você pretende comprar uma moto, conhecer esse ranking pode ajudar na hora de avaliar os custos de proteção e seguro.
A preocupação faz sentido. Embora os roubos e furtos de motocicletas tenham apresentado queda em São Paulo em 2026, alguns modelos continuam concentrando uma parcela significativa das ocorrências.
No primeiro trimestre de 2026, a Região Metropolitana de São Paulo registrou 5.451 ocorrências de roubo e furto de motocicletas de até 499 cilindradas. Esse número representa uma redução de 20,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Mesmo com essa queda, a Honda CG 160 continuou liderando o ranking com ampla diferença para os demais modelos. Entre janeiro e março de 2026, o modelo registrou 1.968 ocorrências.
Mas quais outras motos aparecem entre as mais visadas? E, principalmente, por que determinados modelos chamam mais atenção dos criminosos?
A seguir, você confere os principais dados de 2026 e entende quais fatores podem aumentar a exposição de uma motocicleta a roubos e furtos.
Quais são as motos mais roubadas em 2026?
Os dados do primeiro trimestre de 2026 mostram uma forte concentração de ocorrências em alguns modelos populares.
De acordo com levantamento da Ituran Brasil, os dez modelos com mais registros de roubo ou furto na Região Metropolitana de São Paulo foram:
| Posição | Modelo | Ocorrências |
|---|---|---|
| 1º | Honda CG 160 | 1.968 |
| 2º | Honda CG 150 | 247 |
| 3º | Honda XRE 300 | 201 |
| 4º | Yamaha XTZ 250 | 186 |
| 5º | Yamaha Fazer 250 | 183 |
| 6º | Honda CBX 300 Twister | 166 |
| 7º | Honda PCX 150 | 161 |
| 8º | Honda NXR 160 Bros | 138 |
| 9º | TVS Sport 110 | 137 |
| 10º | Honda CG 125 | 126 |
Como podemos observar, a Honda CG 160 aparece muito à frente das demais. Enquanto o modelo registrou 1.968 ocorrências, a segunda colocada, Honda CG 150, registrou 247.
Portanto, a diferença chama bastante atenção.
No entanto, precisamos interpretar esses números com cuidado. O ranking apresenta o número absoluto de ocorrências, e não uma taxa proporcional ao tamanho da frota.
Isso significa que modelos muito populares podem aparecer mais vezes nas estatísticas simplesmente porque existem mais unidades circulando.
Ainda assim, o ranking ajuda o motorista a entender quais motocicletas registraram mais ocorrências no período analisado.
1. Honda CG 160
A Honda CG 160 lidera com folga o ranking das motos mais roubadas e furtadas em 2026.
Entre janeiro e março, o modelo registrou 1.968 ocorrências na Região Metropolitana de São Paulo. Mesmo com esse número elevado, a quantidade caiu em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Além disso, a popularidade da CG 160 ajuda a explicar sua presença constante nas estatísticas.
A motocicleta atende diferentes perfis de consumidores. Trabalhadores, estudantes, entregadores e pessoas que utilizam a moto diariamente fazem parte do público que escolhe o modelo.
Consequentemente, a CG 160 circula bastante pelas cidades e permanece exposta por muitas horas ao longo do dia.
Além disso, o modelo conta com ampla presença no mercado brasileiro, facilidade de manutenção e grande disponibilidade de peças.
Essas características facilitam a vida do proprietário. Por outro lado, elas também podem aumentar o interesse do mercado ilegal por determinados componentes.
Por isso, quem possui uma CG 160 deve considerar o histórico de roubos e furtos ao avaliar formas de proteção.
2. Honda CG 150
A Honda CG 150 aparece na segunda posição, com 247 ocorrências no primeiro trimestre de 2026.
Mesmo sendo um modelo mais antigo que a CG 160, a motocicleta continua bastante presente nas ruas brasileiras.
Além disso, a grande quantidade de unidades em circulação ajuda a explicar sua presença nas estatísticas.
Por esse motivo, quem possui uma CG 150 também deve adotar cuidados preventivos no dia a dia.
Da mesma forma, vale avaliar uma proteção financeira adequada, principalmente para quem depende da motocicleta para trabalhar ou se deslocar diariamente.
3. Honda XRE 300
A Honda XRE 300 registrou 201 ocorrências no primeiro trimestre de 2026 e ficou na terceira posição do ranking.
A motocicleta combina características para uso urbano e viagens. Além disso, o modelo possui boa presença no mercado de motocicletas usadas.
Consequentemente, quem possui uma XRE 300 também deve ficar atento aos locais onde estaciona e aos horários em que costuma circular.
Por outro lado, o motociclista não precisa viver preocupado. Em vez disso, pode combinar medidas preventivas com uma proteção financeira adequada para reduzir o impacto de um eventual sinistro.
4. Yamaha XTZ 250
A Yamaha XTZ 250 registrou 186 ocorrências e ocupou a quarta posição.
Embora o número fique muito abaixo do registrado pela Honda CG 160, a XTZ 250 também aparece entre os modelos mais visados.
Esse resultado reforça um ponto importante: o risco não se concentra apenas nas motocicletas mais populares de baixa cilindrada.
Além disso, diferentes categorias e marcas aparecem nas estatísticas. Portanto, o proprietário deve considerar o histórico do próprio modelo, independentemente da marca.
5. Yamaha Fazer 250
A Yamaha Fazer 250 ficou na quinta posição, com 183 ocorrências no período analisado.
A Fazer possui uma presença relevante no mercado brasileiro e atende principalmente pessoas que procuram uma motocicleta para deslocamentos urbanos e viagens.
Além disso, a ampla circulação do modelo contribui para sua presença nas estatísticas.
No entanto, o número de ocorrências não significa que todos os proprietários enfrentem o mesmo nível de risco.
A região de residência, o local de estacionamento e a rotina de utilização também fazem diferença.
6. Honda CBX 300 Twister
A Honda CBX 300 Twister registrou 166 ocorrências e ocupou a sexta posição.
O modelo continua presente no mercado de motocicletas usadas e, por isso, ainda aparece nas estatísticas de segurança pública.
Além disso, muitos proprietários utilizam a moto diariamente para deslocamentos, o que aumenta o tempo de exposição nas ruas.
Nesse sentido, vale considerar não apenas o preço da motocicleta, mas também o custo de proteção.
7. Honda PCX 150
A Honda PCX 150 aparece na sétima posição, com 161 ocorrências.
Por se tratar de uma scooter, a PCX apresenta características diferentes das motocicletas que dominam o topo do ranking.
Ainda assim, o modelo aparece entre os veículos de duas rodas com maior número de registros.
Isso mostra que scooters também precisam de atenção quando o assunto é segurança.
Além disso, quem utiliza a PCX diariamente deve considerar os locais onde costuma estacionar e o período em que permanece longe da motocicleta.
8. Honda NXR 160 Bros
A Honda NXR 160 Bros registrou 138 ocorrências no primeiro trimestre de 2026.
O modelo possui características que favorecem tanto o uso urbano quanto trajetos em vias com condições mais difíceis.
Além disso, a Bros apresenta ampla presença no mercado brasileiro.
Consequentemente, o número de unidades em circulação ajuda a explicar sua presença no ranking.
Ainda assim, o proprietário pode reduzir parte da exposição adotando medidas preventivas e avaliando opções de seguro.
9. TVS Sport 110
A TVS Sport 110 registrou 137 ocorrências no período e entrou no top 10.
Embora tenha aparecido abaixo dos modelos Honda e Yamaha mais tradicionais, a motocicleta também merece atenção.
A presença da TVS Sport 110 no ranking mostra, inclusive, que o risco não se concentra exclusivamente em uma única marca.
Por isso, quem possui o modelo deve observar os mesmos cuidados aplicados a outras motocicletas: estacionamento seguro, atenção durante os deslocamentos e proteção financeira adequada.
10. Honda CG 125
Por fim, a Honda CG 125 fecha o ranking, com 126 ocorrências.
Mesmo sendo um modelo antigo, a CG 125 continua circulando em grande quantidade.
Além disso, muitos exemplares permanecem no mercado de motocicletas usadas.
Por esse motivo, a moto continua aparecendo nas estatísticas de roubos e furtos.
Por que algumas motos são mais roubadas?
Não existe uma única explicação para um modelo aparecer entre as motos mais roubadas.
Entretanto, alguns fatores podem aumentar a exposição de determinadas motocicletas.
Grande quantidade de motos circulando
Primeiramente, quanto mais unidades de um modelo existem nas ruas, maior tende a ser o número absoluto de ocorrências envolvendo aquela motocicleta.
A Honda CG 160 é um bom exemplo. O modelo possui uma presença muito grande no mercado brasileiro e, consequentemente, aparece com ampla vantagem no ranking de 2026.
Por isso, não podemos interpretar o número absoluto de ocorrências como uma probabilidade individual de roubo.
Em outras palavras, uma motocicleta pode aparecer muito no ranking simplesmente porque existem milhares de unidades circulando.
Mercado de peças
Além disso, a facilidade de encontrar peças e componentes pode tornar determinados modelos mais interessantes para criminosos.
Uma motocicleta popular possui muitos proprietários e uma grande demanda por manutenção.
Consequentemente, existe também uma ampla procura por peças de reposição. Quando criminosos exploram esse mercado de forma ilegal, podem desmontar veículos roubados ou furtados e comercializar seus componentes.
Uso profissional
Outro fator importante envolve o uso profissional.
Muitas motocicletas populares atendem trabalhadores que utilizam o veículo diariamente. Entregadores, profissionais autônomos e outros trabalhadores dependem da moto para gerar renda.
Como resultado, essas motocicletas passam mais tempo nas ruas e percorrem mais quilômetros.
Essa maior exposição pode aumentar as oportunidades para criminosos.
Facilidade de revenda
Por fim, modelos conhecidos costumam apresentar maior liquidez no mercado de usados.
Quando existe uma grande procura por determinada motocicleta, criminosos podem tentar explorar essa demanda de maneira ilegal.
Portanto, popularidade, quantidade de unidades circulando, demanda por peças e uso intenso podem ajudar a explicar por que determinados modelos aparecem com frequência nos rankings.
As motos mais roubadas em 2026 estão todas em São Paulo?
Não.
Os rankings podem mudar bastante conforme o estado, a cidade e o período analisado.
Neste artigo, utilizamos principalmente dados de São Paulo, porque o estado possui levantamentos recentes que permitem comparar os modelos.
No entanto, outras regiões apresentam características diferentes.
No Rio de Janeiro, por exemplo, levantamentos divulgados em 2026 também apontaram a Honda CG 160 entre os modelos mais visados. Ainda assim, a ordem dos demais modelos pode mudar.
Por isso, se você mora em outro estado, vale procurar dados específicos da sua região.
Dessa maneira, você consegue entender melhor o cenário local e avaliar o risco de acordo com a sua realidade.
Roubo e furto de motos caíram em 2026?
Sim. Os dados disponíveis para São Paulo indicam uma redução nas ocorrências durante o primeiro trimestre.
A Ituran registrou uma queda de aproximadamente 20,7% nos roubos e furtos de motocicletas de até 499 cilindradas na Região Metropolitana de São Paulo em comparação com o primeiro trimestre de 2025.
Apesar da queda, milhares de ocorrências ainda aconteceram.
Além disso, o comportamento varia de acordo com o tipo de crime.
No período analisado, os furtos representaram 74,3% das ocorrências, enquanto os roubos responderam por 25,7%.
Portanto, o motociclista não deve considerar apenas o risco de abordagem durante um deslocamento.
Da mesma forma, ele precisa prestar atenção ao risco de furto enquanto deixa a moto estacionada.
Como proteger uma moto contra roubo e furto?
O motociclista pode adotar algumas medidas para reduzir a exposição.
Primeiramente, sempre que possível, utilize estacionamentos fechados ou locais com controle de acesso.
Durante a noite, por exemplo, evite deixar a moto em ruas pouco movimentadas ou com baixa iluminação.
Além disso, utilize corretamente os recursos de segurança disponíveis e confira se a motocicleta permanece devidamente travada ao estacionar.
Outra medida importante envolve a atenção durante os deslocamentos. Sempre que possível, evite rotas muito isoladas e prefira caminhos mais movimentados.
No entanto, nenhum desses cuidados elimina completamente o risco.
Por isso, além da prevenção, o motociclista também deve pensar na proteção financeira caso alguém roube ou furte sua moto.
O seguro de moto cobre roubo e furto?
Pode cobrir, dependendo da modalidade e das condições contratadas.
O seguro de moto pode oferecer cobertura para situações como roubo e furto. Além disso, algumas opções incluem assistência 24 horas, cobertura para danos a terceiros e proteção contra colisões.
Entretanto, cada seguradora trabalha com regras, coberturas e critérios próprios.
Por isso, antes de contratar, leia as condições da apólice e confirme quais situações o seguro realmente cobre.
Dessa forma, você evita contratar uma proteção pensando que ela inclui determinado evento quando, na realidade, aquela cobertura não faz parte do plano escolhido.
Uma moto mais visada tem seguro mais caro?
O histórico de roubos e furtos pode influenciar o preço do seguro. No entanto, ele não determina sozinho o valor da cotação.
As seguradoras também analisam diversos outros fatores, como:
- Modelo e ano da motocicleta;
- Região de residência;
- Idade do principal condutor;
- Local onde a moto fica estacionada;
- Uso pessoal ou profissional;
- Frequência de utilização;
- Histórico de sinistros;
- Coberturas escolhidas.
Assim, duas pessoas que possuem exatamente o mesmo modelo podem receber valores diferentes.
Por exemplo, um motociclista que utiliza a moto para trabalhar pode apresentar um perfil de risco diferente de alguém que usa o veículo apenas nos finais de semana.
Da mesma forma, dois proprietários do mesmo modelo podem receber cotações diferentes se morarem em regiões distintas ou estacionarem a moto em locais diferentes.
Vale a pena contratar seguro para uma moto visada?
Se a motocicleta representa uma parte importante do seu patrimônio, vale a pena considerar uma cotação.
Imagine, por exemplo, que você comprou uma moto por R$ 20 mil e depende dela diariamente para trabalhar.
Se alguém furtar ou roubar o veículo e você não conseguir recuperá-lo, a perda financeira pode afetar diretamente sua rotina.
Além disso, quem utiliza a motocicleta para trabalhar pode enfrentar um impacto ainda maior, já que a perda do veículo também pode dificultar a geração de renda.
Nesse cenário, o seguro pode ajudar a reduzir o impacto financeiro de um eventual sinistro, desde que você escolha uma cobertura adequada ao seu perfil.
Por isso, informe corretamente à seguradora como você utiliza a moto. Dessa maneira, a empresa consegue analisar o risco de acordo com a utilização real do veículo.
Como escolher um seguro para sua moto?
Antes de contratar, não compare apenas o preço.
Primeiramente, confira quais coberturas cada opção oferece. Em seguida, analise franquias, assistência, condições da apólice e critérios de indenização.
Além disso, informe corretamente seus dados e a forma como utiliza a motocicleta.
Uma cotação mais barata pode parecer interessante inicialmente. No entanto, se ela não oferecer a proteção que você realmente precisa, o preço menor pode não representar uma vantagem.
Por isso, contar com uma corretora pode facilitar bastante a comparação entre diferentes alternativas.
Uma corretora consegue analisar diferentes opções e ajudar você a encontrar uma proteção mais adequada ao seu perfil.
Motos mais roubadas em 2026: o que você precisa saber
A Honda CG 160 lidera o ranking das motos mais roubadas e furtadas em 2026 em São Paulo, com 1.968 ocorrências no primeiro trimestre.
Na sequência, aparecem Honda CG 150, Honda XRE 300, Yamaha XTZ 250 e Yamaha Fazer 250.
Apesar da redução geral das ocorrências em relação a 2025, milhares de motociclistas ainda enfrentam roubos e furtos.
Além disso, o número de ocorrências não significa que todos os proprietários de determinado modelo enfrentam exatamente o mesmo risco.
A quantidade de motos em circulação, a região, o uso e a rotina do motociclista também influenciam essa exposição.
Portanto, se você possui uma das motos que aparecem no ranking, vale combinar prevenção, atenção no dia a dia e proteção financeira.
Da mesma forma, se você pretende comprar uma motocicleta, inclua o seguro no planejamento antes de fechar negócio.
Assim, você consegue entender o custo total do veículo e evita surpresas depois da compra.
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