
Quem anda de moto pelas ruas de São Paulo sabe que segurança merece atenção. Além dos cuidados no trânsito, o motociclista também precisa lidar com o risco de roubo e furto, principalmente nas regiões com maior circulação de veículos.
Mas você sabe quais são as motos mais roubadas em São Paulo?
Um levantamento recente mostra que alguns modelos aparecem com mais frequência nos registros de roubo e furto do que outros. A família Honda CG lidera o ranking, enquanto modelos como Honda XRE, Yamaha Lander, Yamaha Fazer e Honda CB 300 também aparecem entre os mais visados.
Por isso, se você pensa em comprar uma moto ou já possui uma, vale conhecer os modelos que aparecem nessa lista. Além disso, entender esse cenário ajuda você a reforçar os cuidados e avaliar formas de proteger o seu patrimônio.
Quais são as motos mais roubadas em SP?
A Ituran realizou um levantamento com base em dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e registrou 5.857 ocorrências de roubo e furto de motocicletas na Região Metropolitana de São Paulo no primeiro trimestre de 2026.
Apesar do número expressivo, o levantamento registrou uma queda de aproximadamente 22% em relação ao mesmo período de 2025, quando ocorreram 7.545 registros.
Ainda assim, alguns modelos concentram uma parcela significativa das ocorrências.
Confira as 6 motos mais roubadas e furtadas em São Paulo no período:
- Honda CG 160 – 1.968 ocorrências
- Honda CG 150 – 247 ocorrências
- Honda XRE 300 – 201 ocorrências
- Yamaha XTZ 250 Lander – 186 ocorrências
- Yamaha Fazer 250 – 183 ocorrências
- Honda CB 300F/CBX 300 Twister – 166 ocorrências
O levantamento reúne ocorrências de roubo e furto, portanto, os números não indicam apenas casos de roubo com abordagem ao motociclista.
Além disso, um número elevado de ocorrências não significa, necessariamente, que determinado modelo apresente uma probabilidade individual maior de sofrer um crime. Afinal, modelos populares circulam em maior quantidade pelas ruas e, consequentemente, ficam mais presentes nas estatísticas.
Mesmo assim, o ranking oferece um alerta importante para os proprietários.
1. Honda CG 160
A Honda CG 160 ocupa a primeira posição com uma vantagem significativa sobre os demais modelos.
No primeiro trimestre de 2026, os registros contabilizaram 1.968 ocorrências de roubo ou furto envolvendo a CG 160 na Região Metropolitana de São Paulo.
A popularidade da motocicleta ajuda a explicar parte desse resultado. Afinal, milhares de unidades circulam diariamente pelas ruas e avenidas da região.
Além disso, especialistas apontam a demanda por peças como um dos fatores que tornam modelos populares mais atrativos para criminosos.
Por isso, quem possui uma CG 160 e utiliza a moto diariamente deve redobrar a atenção, principalmente ao estacionar e circular por regiões com maior incidência de ocorrências.
2. Honda CG 150
A Honda CG 150 aparece na segunda posição do ranking, com 247 ocorrências de roubo ou furto no primeiro trimestre de 2026.
Assim como a CG 160, a CG 150 conquistou uma grande presença no mercado brasileiro. Consequentemente, muitos motociclistas ainda utilizam o modelo no dia a dia.
Além disso, a ampla disponibilidade de peças e a facilidade de comercialização podem aumentar o interesse dos criminosos pela motocicleta.
Por isso, o proprietário deve combinar medidas de prevenção com uma estratégia de proteção financeira que faça sentido para o seu perfil.
3. Honda XRE 300
A Honda XRE 300 ocupa a terceira posição, com 201 ocorrências registradas no período analisado.
O modelo apresenta uma proposta diferente das motocicletas da linha CG. A XRE 300 combina características para uso urbano com uma maior versatilidade em diferentes tipos de terreno, o que atrai diversos perfis de motociclistas.
No entanto, essa popularidade também coloca o modelo entre as motocicletas que aparecem com frequência nas estatísticas de roubo e furto.
Por isso, quem possui uma XRE 300 deve manter os cuidados de segurança durante a rotina e, além disso, avaliar uma proteção financeira para reduzir o impacto de um eventual roubo ou furto.
4. Yamaha XTZ 250 Lander
A Yamaha XTZ 250 Lander ocupa a quarta posição, com 186 ocorrências de roubo ou furto no primeiro trimestre de 2026.
A Lander conquistou espaço entre os motociclistas que procuram uma moto versátil para diferentes situações. Por isso, muitos proprietários utilizam o modelo tanto nos deslocamentos urbanos quanto em viagens e trajetos mais longos.
Ao mesmo tempo, essa presença nas ruas aumenta a exposição do modelo.
Assim, quem possui uma Lander deve adotar medidas preventivas e avaliar uma proteção que acompanhe a forma como utiliza a motocicleta.
5. Yamaha Fazer 250
A Yamaha Fazer 250 aparece em quinto lugar, com 183 ocorrências registradas no período.
A motocicleta possui forte presença nas cidades e atende principalmente quem busca praticidade para os deslocamentos diários.
Por isso, muitos proprietários passam várias horas circulando pelas ruas ou deixam a moto estacionada durante o expediente, aulas e outros compromissos.
Essa rotina exige atenção. Sempre que possível, escolha locais movimentados e seguros para estacionar, evite deixar a motocicleta em áreas isoladas por longos períodos e observe o entorno antes de sair.
Além disso, considere contratar um seguro de moto para complementar as medidas de prevenção.
6. Honda CB 300F/CBX 300 Twister
A Honda CB 300F/CBX 300 Twister fecha o ranking das seis motos mais roubadas e furtadas, com 166 ocorrências no primeiro trimestre de 2026.
O modelo também conquistou espaço entre os motociclistas brasileiros e circula diariamente pelas ruas de São Paulo.
Por isso, os proprietários devem manter os cuidados básicos de segurança e avaliar as opções de proteção disponíveis para o veículo.
Além da prevenção, um seguro de moto pode ajudar o proprietário a reduzir o impacto financeiro de determinados imprevistos, conforme as coberturas contratadas.
Por que algumas motos são mais visadas?
Diversos fatores ajudam a explicar por que determinados modelos aparecem com maior frequência nas estatísticas.
Primeiramente, a quantidade de motos em circulação influencia diretamente os números absolutos. Afinal, quanto mais unidades de determinado modelo circularem pelas ruas, maior será a possibilidade de ele aparecer nos registros.
Além disso, modelos populares costumam apresentar uma grande oferta de peças. Essa característica pode aumentar o interesse de criminosos que atuam no comércio ilegal de componentes.
Outro fator envolve a própria mobilidade. Motos menores e mais leves conseguem circular com facilidade pelo trânsito urbano e podem facilitar a fuga após um crime.
Portanto, popularidade, quantidade de unidades em circulação, demanda por peças e facilidade de mobilidade ajudam a explicar por que determinados modelos aparecem entre as motos mais visadas.
Ter uma moto muito roubada deixa o seguro mais caro?
Muitos motociclistas fazem essa pergunta ao pesquisar um seguro de moto.
No entanto, o preço não depende exclusivamente do modelo da motocicleta.
As seguradoras analisam diferentes informações para calcular o risco e definir o valor da proposta. Entre elas, entram características do veículo, perfil do condutor, região de circulação, utilização da moto, local onde o proprietário costuma estacioná-la e coberturas escolhidas.
Por isso, dois motociclistas que possuem exatamente o mesmo modelo podem receber valores diferentes na cotação.
Ainda assim, o histórico de roubos e furtos de determinado modelo pode influenciar a análise de risco da seguradora.
Dessa forma, fazer uma cotação antes de comprar ou renovar o seguro ajuda o motociclista a entender quanto custará proteger aquele modelo especificamente.
Como proteger sua moto contra roubo e furto?
Embora ninguém consiga eliminar completamente o risco, algumas atitudes ajudam a dificultar a ação de criminosos.
Em primeiro lugar, procure estacionar em locais movimentados, iluminados e, sempre que possível, com controle de acesso. Além disso, evite deixar a motocicleta durante longos períodos em áreas isoladas.
Você também pode utilizar recursos de segurança compatíveis com o modelo, como travas e outros dispositivos.
Outro momento merece atenção especial: a chegada e a saída de casa ou do trabalho. Observe o entorno antes de parar e, caso perceba alguma movimentação suspeita, procure um local seguro.
No entanto, mesmo quando o proprietário toma todos esses cuidados, um imprevisto ainda pode acontecer.
Por isso, além da prevenção, o seguro de moto oferece uma camada adicional de proteção financeira para situações previstas na apólice, como roubo e furto, conforme as coberturas contratadas.
Seguro de moto vale a pena?
Para quem depende da motocicleta diariamente, essa decisão merece uma análise cuidadosa.
Afinal, a moto pode representar muito mais do que um simples meio de transporte. Muitos motociclistas utilizam o veículo para trabalhar, estudar, visitar clientes, fazer entregas ou cumprir compromissos do dia a dia.
Consequentemente, perder a motocicleta pode gerar um prejuízo que vai além do valor do próprio veículo.
Nesse cenário, o seguro pode ajudar o proprietário a reduzir o impacto financeiro de determinados riscos.
No entanto, cada seguradora oferece coberturas, limites, franquias e condições diferentes. Por isso, antes de contratar, leia a proposta e entenda exatamente quais situações o seguro cobre.
Como escolher um seguro para sua moto?
Antes de contratar, não escolha uma apólice apenas pelo menor preço.
Primeiramente, confira as coberturas oferecidas. Dependendo da proposta, o seguro pode proteger contra roubo e furto, colisão, danos a terceiros, assistência 24 horas e outras situações.
Em seguida, analise o valor da franquia e os limites de cada cobertura.
Também vale considerar a maneira como você utiliza a motocicleta.
Por exemplo, quem usa a moto todos os dias para trabalhar possui necessidades diferentes de quem utiliza o veículo apenas aos finais de semana.
Por isso, o melhor seguro de moto não é necessariamente o mais barato. Ele precisa oferecer uma proteção adequada ao seu perfil, à sua motocicleta e ao seu orçamento.
O que fazer se a sua está na lista?
Encontrar sua motocicleta entre os modelos mais roubados de São Paulo não significa que você precise deixar de utilizá-la.
Use essa informação, entretanto, para reforçar a prevenção e tomar decisões mais conscientes.
Primeiramente, mantenha os cuidados básicos de segurança. Depois, confira as coberturas do seu seguro atual e veja se elas realmente atendem às suas necessidades.
Caso ainda não tenha seguro, faça uma cotação e compare as opções disponíveis para o seu perfil.
Na Pot, nossa equipe pode ajudar você a entender as alternativas de seguro de moto e encontrar uma proteção adequada para a sua realidade.
Afinal, cuidar da sua moto significa pensar não apenas em como evitar um problema, mas também em como reduzir o impacto caso ele aconteça.