
Muitos motoristas acreditam que roubos e furtos de veículos acontecem apenas com carros de alto valor. No entanto, a realidade mostra algo diferente: os criminosos costumam mirar justamente os modelos mais populares e com maior circulação nas ruas.
Embora Porto Alegre tenha registrado uma forte redução nos roubos de veículos nos últimos anos, o problema ainda faz parte da rotina da cidade. Dados da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul mostram que os roubos de veículos na capital caíram 89% entre 2019 e 2025. Ainda assim, mais de 500 ocorrências foram registradas somente em 2025.
Além disso, o Rio Grande do Sul registrou novos recuos nos índices de roubo de veículos durante o primeiro trimestre de 2026. Mesmo com a melhora dos indicadores, os casos continuam acontecendo diariamente e podem gerar grandes prejuízos para os proprietários.
Quais veículos costumam atrair mais a atenção dos criminosos?
Os modelos mais procurados geralmente não são os mais caros. Na maioria dos casos, os criminosos buscam veículos com grande frota circulante e alta demanda por peças de reposição.
Levantamentos recentes realizados no Brasil apontam que modelos como:
- Volkswagen Gol
- Hyundai HB20
- Chevrolet Onix
- Fiat Uno
- Ford Ka
- Fiat Argo
figuram entre os veículos com maiores índices de roubo e furto.
O principal motivo é simples: quanto mais carros iguais circulam pelas ruas, maior costuma ser a procura por peças no mercado paralelo. Consequentemente, esses modelos acabam se tornando alvos frequentes.
Ter um carro popular não significa correr menos riscos
Muitas pessoas acreditam que apenas veículos premium despertam o interesse dos criminosos. Porém, os números mostram justamente o contrário.
Carros populares costumam apresentar maior liquidez no mercado ilegal porque suas peças atendem uma frota muito maior. Por isso, modelos bastante vendidos frequentemente aparecem entre os mais roubados e furtados do país.
Em outras palavras, possuir um veículo comum não elimina o risco. Em alguns casos, ele pode até aumentar.
O prejuízo vai além do valor do carro
Quando um veículo desaparece, o proprietário não perde apenas um bem material. Muitas famílias dependem do carro para trabalhar, estudar, transportar filhos e cumprir compromissos diários.
Além da perda financeira, o motorista pode enfrentar:
- Gastos com transporte alternativo;
- Interrupção das atividades profissionais;
- Dificuldades para manter a rotina familiar;
- Custos burocráticos relacionados à ocorrência;
- Longos períodos sem mobilidade.
Por isso, um roubo ou furto costuma impactar muito mais do que o patrimônio.
Como o seguro auto protege você nesses momentos?
O seguro auto não impede que o crime aconteça, mas reduz significativamente as consequências financeiras.
Dependendo das coberturas contratadas, a seguradora pode indenizar o proprietário caso as autoridades não recuperem o veículo. Além disso, muitas apólices oferecem serviços de assistência que ajudam o cliente durante todo o processo.
Dessa forma, o motorista não precisa enfrentar sozinho um prejuízo que pode chegar a dezenas de milhares de reais.
Vale a pena contratar um seguro mesmo com a redução dos índices?
Sim. A queda nos índices representa uma ótima notícia para a segurança pública, mas não elimina os riscos individuais.
Quem tem um veículo sabe que basta uma única ocorrência para enfrentar um prejuízo significativo. Por esse motivo, o seguro auto continua sendo uma das formas mais eficazes de proteger o patrimônio e garantir mais tranquilidade no dia a dia.
Afinal, ninguém espera ser a próxima vítima. Mas quem possui seguro sabe que terá apoio financeiro caso o inesperado aconteça.